Gestão de pessoas: e quando a equipe aumenta?

 

 

O número de pessoas que estão subordinadas a um gestor costuma determinar seu prestígio e sua importância dentro de uma organização. Não é à toa que uma promoção costuma vir acompanhada de uma maior equipe para gerir. 

 

E isso é ótimo! No entanto, passadas as comemorações, é preciso parar para pensar em como lidar com tanta gente. Afinal, o que funciona para uma equipe pequena pode não funcionar para outra maior. Comunicar-se com três pessoas é muito diferente de fazê-lo com 10, 15, 50 ou 100. 

 

Um dos grandes desafios é aprender a delegar mais tarefas. Em equipes pequenas, o gestor precisa assumir muitas das funções e trabalhar lado a lado com seus subordinados. Com muitas pessoas sob sua liderança, é necessário confiar. Ninguém pode conhecer em detalhes cada etapa de um processo que envolve muitos profissionais. 

 

Uma estratégia interessante é dividir a equipe em times menores, definindo líderes para eles. Assim, os processos ficam mais organizados e é mais fácil saber o que se passa em cada parte do departamento.

 

A comunicação também se torna mais complexa. Quando a equipe trabalha em uma sala pequena e qualquer informação pode ser passada rapidamente, tudo é mais prático. No entanto, para comunicar-se com uma equipe maior, é importante ter uma estratégia bem definida. 

 

Monitorar desempenho, dar feedback e motivar colaboradores passa a exigir um outro nível de organização. E também exige mais da capacidade de liderança do gestor. 

 

Por isso, ao elevar as responsabilidades de um gestor, a organização deve saber se ele está preparado para as novas funções. É nesses casos que um bom treinamento de liderança se torna fundamental. 

 

Uma boa ideia é que o gestor acompanhe um outro profissional com funções semelhantes por um tempo, antes de assumir seu novo cargo. Isso lhe dará uma dimensão do que o aguarda. 

 

Para cada novo passo na carreira, o profissional deve estar preparado para maiores responsabilidades. A empresa tem um papel importante nesta preparação. 

 

 

 

E quando surge o dilema: "Devo insistir na carreira ou começar do zero"?

 

Quando a carreira de um profissional parece não caminhar no rumo certo, é comum que surja o dilema: "Devo insistir ou começar tudo de novo?"

 

Muitas vezes, mudar de área ou buscar outra empresa para trabalhar parece ser a melhor forma de corrigir o que não vai bem. 

 

Para responder à dúvida colocada no primeiro parágrafo, é preciso considerar, antes de mais nada, que carreiras sólidas demandam tempo. É necessário ter paciência, persistência e determinação para se chegar onde se quer. 

 

Isso pode parecer óbvio, mas muitas pessoas pensam com imediatismo e se inquietam se não são promovidas tão rapidamente quanto gostariam, ou não conseguem um aumento quando queriam. Isso só se amplia com as redes sociais, em que todos ao nosso redor parecem bem sucedidos e realizados. 

 

No entanto, o outro lado da moeda também pode ser verdadeiro: em alguns momentos, insistir em algo que dá errado pode ser simplesmente teimosia. Às vezes, por medo do incerto ou vergonha de admitir um erro, mantemos uma opção equivocada contra todos os sinais que indicam o contrário. 

 

Para entender em que caso você se enquadra, o melhor é seguir sua intuição. Se você gosta do que faz, tem motivação para estudar e se aprimorar, sente que tem talento e competência, mas que sua hora ainda não chegou, então o melhor é continuar insistindo. Quando esses elementos estão presentes, o mais provável é que, com determinação, os resultados apareçam cedo ou tarde. 

 

Por outro lado, se a rotina é desgastante, o trabalho é pouco interessante e você parece não levar jeito para a função, é bem possível que esteja insistindo num engano. Neste caso, acenda o sinal amarelo e comece a pensar em outras opções. O mundo está cheio delas.

 

Passar por altos e baixos e questionar suas decisões faz parte do jogo e é positivo. Mas o dilema tem de ser resolvido o quanto antes, pois pode paralisar. Pense, considere, decida e então avance no caminho que parecer melhor. 

Afinal, é possível ser feliz no trabalho?

 

Sim, é possível ser feliz no trabalho. Se você já encontra satisfação na sua vida profissional, isso pode parecer óbvio, mas não são poucos os que encaram essa frase com desconfiança. 

 

Para muita gente, o trabalho é apenas uma obrigação que se cumpre para poder sustentar as despesas mensais. Não há qualquer tipo de prazer envolvido. 

 

Se o seu caso é este, é preciso se mover, e o primeiro passo tem a ver com autoconhecimento. Você sabe o que quer? Sabe onde quer chegar? 

 

É preciso fazer estes questionamentos sempre. Quem sabe o que quer na vida tem sempre uma referência para entender se o caminho, ainda que penoso, leva ao lugar certo. 

 

Lembre-se do que motivou suas escolhas anteriores. Pense em que missão você procurava cumprir para chegar onde chegou e onde foi que essas escolhas se perderam.

 

Enfim, pratique o autoconhecimento. Quanto mais você souber sobre si mesmo, mais perto estará de encontrar o que te faz feliz. 

 

Agora, se você já sabe o que quer mas ainda não conseguiu colocar em prática, é hora de traçar uma estratégia. É fundamental ter um plano, mesmo que leve tempo até que ele se concretize. 

 

Quando temos uma estratégia bem definida, podemos partir para a ação, estudando a área, fazendo uma rede de contatos mais sólida, praticando habilidades. E é nisto que consiste o terceiro passo: a execução do plano. 

 

Quem se conhece, traça uma estratégia e a coloca em prática pode virar o jogo e atingir aquilo que quer: ser feliz no trabalho. 

 

Com confiança, persistência e atitude, você vai chegar lá! 

Diversidade de pensamento entre colaboradores é vantagem para empresas

 

Boa parte das empresas já se deu conta de que promover a diversidade de gênero, raça e orientação sexual em seu quadro de colaboradores faz bem. O resultado é positivo não apenas por melhorar a imagem pública da empresa, mas também do ponto de vista prático. A pluralidade é produtiva e faz com que as companhias cresçam. 

 

Agora, o mercado precisa se atentar para outro ponto, especialmente importante nos dias de hoje: a diversidade de pensamento. 

 

A pluralidade também é positiva no que diz respeito ao modo como os colaboradores enxergam o mundo ao seu redor. Ela tende a promover um diálogo mais qualificado e frutífero. 

 

Esse tipo de política costuma encontrar resistência em muitas organizações. Primeiro, pois a diversidade de pensamento não é percebida facilmente. O segundo motivo é que gestores tendem a preferir contratar pessoas que têm opiniões semelhantes às deles. 

 

A homogeneidade de ideias reduz as chances de a companhia compreender a fundo o mercado em que atua. O mundo é feito de pessoas de diversas opiniões, e isso é bom. Para atuar neste universo, a empresa tem de ser composta pelas várias matizes de pensamento também. 

 

Quando debatemos com pessoas que pensam de maneira diferente, precisamos nos preparar melhor, com argumentos e dados. Por outro lado, quando lidamos com pessoas que sempre concordam com o que dizemos, podemos abrir mão disso. 

 

O mundo está muito dividido. As companhias que souberem aproveitar da multiplicidade de opiniões sairá na frente da concorrência sempre. 

Como serão os próximos 50 anos do mercado de materiais didáticos?

 

 

 

 

O fim da separação por disciplinas, mudanças no papel de professores e a consolidação da revolução digital são algumas das previsões de Ângelo Xavier, Diretor Geral de Educação da Moderna, para os próximos 50 anos no mercado de materiais didáticos. 

 

 

Para Xavier, os professores já exercem uma função muito diferente do que faziam há 50 anos. E a transformação tende a se intensificar. 

 

"Antes era ele quem transferia o conhecimento, e o material didático tinha a responsabilidade de apoiá-lo nessa missão. Hoje, o professor já nãé visto como aquele que detém a informação, mas como o mediador do conhecimento para uma geração que nasceu conectada à Internet e que aprendeu a estudar de uma nova forma”, afirma. 

 

No que diz respeito à separação das disciplinas, Xavier acredita que os conteúdos serão cada vez mais interdisciplinares e descentralizados. "Se o professor quiser falar sobre moléculas, o conteúdo estará disponível em um laboratório, um portal e até mesmo na forma de holograma do químico que desenvolveu um estudo pertinente ao tema – a influência da realidade virtual é uma certeza desde já.” 

 

Portanto, na opinião de Xavier, caberá ao material didático agregar os conteúdos de diferentes fontes, que hoje estão disponíveis com enorme facilidade de acesso. 

 

O diretor afirma ainda que a Editora Moderna precisa estreitar a relação com as famílias dos estudantes. 

 

"Tudo isso vai demandar da Editora ainda mais capacidade de pesquisa e curadoria de conteúdo. Ainda teremos um núcleo editorial sólido, mas é provável que busquemos em qualquer parte do mundo os especialistas que dominam determinado assunto para escrever sobre ele”, diz. 

 

Em relação aos métodos de produção, faz uma previsão arriscada: "Ouso dizer que não teremos mais livro de papel. E arriscaria dizer que o modelo de negócio de assinatura seria uma alternativa plausível para esse novo – e ainda desconhecido – mundo para o qual caminhamos.